quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

ZUMBIDO INTERFERE NA CONCENTRAÇÃO DE TRABALHADORES INDUSTRIAIS


Em estudo recente com os trabalhadores de uma indústria alimentícia, no qual o objetivo foi de verificar as características, prevalência e repercussão do zumbido em trabalhadores expostos ao ruído, foi encontrado uma prevalência de pessoas com zumbido de 7,2%, num tempo médio de exposição ao ruído de 3 anos e 8 meses e tempo médio de percepção do zumbido de 3 anos e 7 meses

Os participantes referiram que o zumbido interfere principalmente na concentração. O estresse, silêncio e barulho foram os fatores de piora mais citados. A ausência de perda auditiva em metade dos indivíduos e a correlação entre tempo de exposição ao ruído e tempo de percepção do zumbido, nestes indivíduos, apontam para um possível efeito do ruído não limitado ao sistema auditivo periférico e para a necessidade de inclusão do sintoma zumbido nos programas de conservação auditiva.

Referência: Weber Sandra Regina, Périco Eduardo. Zumbido no trabalhador exposto ao ruído. Rev. soc. bras. fonoaudiol. [periódico na Internet]. 2011 Dez [citado 2012 Fev 07] ; 16(4): 459-465. Disponível em: http://www.scielo.br

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

No carnaval cuide da sua audição

Katya Marcondes Freire: Fonoaudióloga, Especialista em Audiologia, Mestre em Fonoaudiologia e Doutora em Ciências pela UNIFESP.


Estamos em período de festas e com a chegada do carnaval o nível de pressão sonora eleva-se brutalmente por conta dos bailes de salão, trios elétricos e escolas de samba.

Geralmente, os jovens gostam de escutar o som muito alto e acham que quanto mais perto das caixas de som melhor. O que eles não sabem é que isso é apenas um prazer momentâneo. Podem terminar o carnaval com sintomas de “zumbido” nos ouvidos, o que pode vir a ser extremamente prejudicial à sua saúde auditiva num futuro próximo.

A lesão por ruído, geralmente lesa células do ouvido responsáveis pelas freqüências agudas. E é justamente nestas freqüências que estão concentrados os principais fonemas para o entendimentos das palavras. Quando isto ocorre, o paciente deve procurar um otorrinolaringologista e este irá fazer o diagnóstico médico. Uma das condutas que poderão ser tomadas, é a indicação da prótese auditiva para “compensar” estas freqüências lesadas.

Existem várias perdas auditivas que muitas vezes não temos como evitá-las, como por exemplo, a perda auditiva hereditária. Porém, a perda auditiva por ruído é possível ser evitada, com a utilização de protetores auditivos. Esse protetores poderão ser utilizados nos bailes de carnaval, trios elétricos, ... ou ambientes com níveis elevados de pressão sonora.

Existem protetores hoje em dia com filtros de fala, que deixam passar a fala e protegem somente do ruído, permitindo assim a manutenção da fala e a proteção do ruído.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Dicas da Audicare

Você sabia que:

Devido ao aumento do fluxo sanguíneo, a música tem o poder de acalmar, relaxar ou estimular!
No entanto, quando apresentada em níveis sonoros elevados, pode ocasionar uma produção excessiva de adrenalina, noroadrenalina e de seus respectivos receptores, que podem levar à dependência de escutar música em níveis cada vez mais elevados e, com isso, gerar uma lesão auditiva.

Referência: Evers S, Suhr B.- Changes of the neurotransmitter serotonin but noto f hormones during short time music perception. Eur Arch Psychiatry Clin Neuroscience 2000; 250(3):144-7

sábado, 21 de janeiro de 2012

Audicare adverte: Som alto é prejudicial à saúde

Curtir o som é bom, mas para manter o bom funcionamento de seu principal  instrumento de trabalho: PROTEJA SUA AUDIÇÃO.

Você já sentiu os ouvidos tampados após sair de um show? Você já teve zumbido após um longo período de exposição a sons de alta intensidade? 

Esses sintomas estão relacionados a uma perda auditiva temporária e podem ser indicadores de condições que venham a desenvolver uma perda auditiva permanente. 

Estudos indicam que aproximadamente 40% dos indivíduos expostos a música alta apresentam perda auditiva permanente, sendo que a perda auditiva temporária e o zumbido acometem entre 70 a 80% dos indivíduos após esta exposição. Veja a tabela sugerida pelo Canadian Osha (Occupational Health and Safety Act) relacionando o nível de pressão sonora e o tempo máximo de exposição permitido sem o uso de protetores. 

Veja a tabela sugerida.

85 dB               8 h
88 dB               4 h
91 dB               2 h
94 dB               1 h
97 dB               30 min
100 dB             15 min
103 dB             7 min 30 s
106 dB             3 min 45 s
109 dB             1 min 53 s

 Muitos músicos e técnicos de áudio não utilizam protetores auditivos por desconhecer o que a tecnologia atual pode oferecer. Existem hoje protetores com filtro flat (atenuador linear) que mantém o mesmo espectro de frequência do som original, atenuando apenas o nível de pressão sonora em níveis de 9, 15 ou 25dB, dependendo do ambiente e/ou instrumento a que estão expostos.

O músico também pode substituir os monitores (retornos) de chão pelos monitores individuais, que permitem ao usuário, além do retorno do som com maior qualidade, um isolamento acústico de 25dB, protegendo a audição durante ensaios e shows.

Nós, fonoaudiólogos, temos muito a contribuir na área musical e estamos empenhados na orientação e avaliação auditiva do profissional, bem como na escolha e adaptação do produto mais indicado para cada caso. Procure também um médico otorrinolaringologista para avaliação e diagnóstico.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Aparelhos Auditivos na Melhor Idade - Por quê usá-los?

Katya Marcondes Freire: Fonoaudióloga, Especialista em Audiologia, Mestre em Fonoaudiologia e Doutora em Ciências pela UNIFESP.

Assim como existe a probabilidade das pessoas mais velhas começarem a ter dificuldades na visão devido a presbiopia, existe também uma tendência natural neste grupo de pessoas a apresentarem um envelhecimento do sistema auditivo, chamado de presbiacusia.

Geralmente as pessoas com presbiacusia relatam que costumam escutar, mas não conseguem entender. Isso é muito natural, devido a presbiacusia atingir principalmente a parte do ouvido que possuí células responsáveis pelos sons finos. Como por exemplo, os fonemas /s/, /z/, /f/, /v/, /t/, /d/.

Sendo assim, quando alguém fala “seis”, a pessoa entende “três”, “sessenta”, a pessoa entende “setenta”. Justamente, por estas trocas ocorrerem em situações de conversas diárias, as pessoas ficam constrangidas e começam a evitar as situações de comunicações, o que pode levar à tristeza e depressão.

O mais importante é que é possível contornar esta situação, se essa pessoa se der a chance de adaptar um aparelho auditivo. Atualmente os aparelhos auditivos estão super personalizados, com qualidade 100% digital com recursos que irão amplificar somente os sons que a pessoa necessita. Muitas vezes, as pessoas por falta de conhecimento da tecnologia disponível no mercado e preconceito acabam tendo uma qualidade de vida insatisfatória, o que poderia ser revertido se , ao menos, esses idosos procurassem ajuda, consultando um médico otorrinolaringologista e uma fonoaudióloga, a fim de verificar qual seria o melhor aparelho auditivo para o seu caso.

Treinamento Auditivo

KIT DE TREINAMENTO AUDITIVO MUSICAL


Esse material é fruto da tese de doutorado defendida pela Dra. Katya Freire na UNIFESP, Escola Paulista de Medicina em março de 2009.

A idealização desse material se deu a partir de uma vasta pesquisa para Treinamento das habilidades auditivas de pacientes com queixas de compreensão de fala, principalmente no ruído, com alterações de processamento auditivo, sejam usuários de próteses auditivas ou não. O foco desse material é para adultos e idosos, mas pode ser aplicado na população infantil também.

O kit contém 07 DVDs com exercícios das habilidades auditivas de figura-fundo, escuta dicótica, padrão de frequência e duração, ritmo e fechamento auditivo. Um grande diferencial desse material é que não são utilizadas frases ou palavras. São utilizados somente sons instrumentais e música, o que torna o material mais interessante, prazeroso e lúdico, sendo fácil de aplicar e muito aceito pelos pacientes.

Para aplicação, não é necessário audiômetro e cabina. É executável em computador ou em aparelho DVD. A idéia é que o paciente possa treinar (e deve) em casa. Esse material vem também um CD contendo as instruções gerais sobre o material e como aplicá-lo. Os DVDs são autoexplicativos e podem ser usados tanto por fonos em seus consultórios como pelo próprio paciente em casa.

Depoimentos:

“A Audiologia Brasileira necessita de idéias inovadoras como as que originaram esses DVDs. Os audiologistas dispõem agora de um material desenvolvido especialmente para o treinamento auditivo de seus pacientes usuários de próteses auditivas”.
Dra. Kátia Almeida

“Sonhar é sempre bom, pois nos ajuda a alcançar nossos objetivos. A autora tinha um sonho; conseguiu realizá-lo e agora chegou a hora de colher os frutos. Parabéns pelo lindo trabalho”.
Dra. Eliane Schochat

“A música é apresentada pela autora como uma excelente ferramenta na reabilitação auditiva”.
Dra. Alda Borges

“Podemos deixar que as circunstâncias adversas nos imobilizem. Podemos nos encher de incerteza e medo quando nos confrontamos com o desconhecido e o desconforto. Mas a autora deste material usa estes ingredientes justamente para despertar a coragem e a criatividade. E isto fica materializado neste trabalho. Ele é um incentivo para que busquemos tornar a nossa atividade profissional mais divertida, criativa e prazerosa, tanto para nós como para nossos pacientes. Isso é uma real melhora da qualidade de vida”.
Dra. Maristela Júlio Costa

“Os DVDs para Treinamento Auditivo Musical certamente contribuirão muito para o desenvolvimento e aprimoramento das habilidades auditivas em indivíduos com ou sem perda auditiva. É mais um material para ser explorado por profissionais envolvidos na reabilitação auditiva.
Obrigada, Katya, por mais este primoroso trabalho!”

Dra. Daniela Gil